quinta-feira, 18 de junho de 2009

espírito out and about

O espírito out and about começou na minha tenra idade dos 11 anos. Na infância meu pai costumava nos levar ao Shopping Ibirapuera aonde ele resolvia alguns assuntos e o passeio sempre acabava em uma lojinha de um restaurante árabe , o Xix Kebab. Lá ele sempre nos deixava escolher um daqueles docinhos árabes que a gente se divertia com as formas e texturas. Certo dia , eu com 11 e minha irmã com 7, decidimos que já eramos bem crescidas para irmos sozinhas ao Xix Kebab. Isso foi em uma tarde qualquer durante a semana. Pegamos o dinheiro do cofrinho, perguntamos para a Iracy (moça que trabalhava lá em casa) se o $$$ seria suficiente para o ônibus. Era. Fizemos nossas produções e fomos. Chegando no Shopping nosso maior temor era que não nos aceitassem no restaruante, pois estávamos dando toda pinta que não tinhamos grana para pagar...,mas fomos em frente e pedimos o prato. Dentro de nós explodia a emoção pela sensação de independência. A esfiha, um dos simbólos da maioridade, chegou acompanhada de limão. Enquanto desgustávamos o prato discutíamos sobre as materias do colégio, provas, professores, e eu como a mais velha esnobava a caçula abusando do poder de todo meu conhecimento...nisso ela tentando expremer o limão fez com que ele voasse e caísse no pé do cliente ao lado. O episódio foi motivo suficiente para nos matarmos de rir e pensar que aquilo era o auge da transgressão. Pedimos desculpas ao rapaz e fomos embora. No caminho de volta ainda entramos em algumas lojas, provamos roupas, brincamos de escolher, optar e dar muita, muita risada. A partir desse dia descobri que o que queria mesmo era ficar "out and about" e assim poder criar novas referências , fazer conexões, saber o que o outros pensam, fazem , gerar novas redes de informação e nunca esquecer o brilho de descobrir o mundo pelo nossos próprios olhos.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Therma Bath

Estive em Budapeste recentemente. Cidade deslumbrante e cheia de atrações. Apesar de linda a cidade sofre sequelas do comunismo e os húngaros não estão muito preparados para receber turistas. Fui encorajada por um amigo a conhecer uma das termas do lugar. Bom, chegar até lá já foi um programa a parte. Fui até o centro de informações turísticas que também não foi fácil encontrar ( o forte deles não é a sinalização). Horas depois, chegando na terma "saint ghilles" uma construção de 1573, feliz da vida comprei o meu bilhete de entrada. Pedi aquele que dava direito a tudo, mas quem disse que eu encontravao vestiário. Era jogada de um lugar ao outro e quando pedia informação as funcionárias apenas gritavam " thermaaaa bath" therma batn...no here, no here, you therma bath. Ok, continuei procurando a therma bath..e nada, já meio de saco cheio parei em outro vestiário, a maior confusão, era gente entrando e saindo pra todo lado. De novo a funcinária gritou..no here, therma bath. Bastante irritada comecei a me trocar lá mesmo pois não encontrava a merda da tal da therma bath..a mulher assustada me jogou em uma das cabines. Depois de devidamente vestida com trajesde banho comecei a gritar para a funcinária me libertar da cabine : therma bath, therma bath...até que a moça muuuito simpática chegou e me soltou.